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O que é o amor? As pessoas expressam das mais diversas maneiras seus pensamentos e elucubrações sobre o que o amor as faz pensar, como as faz sentir, como sofrem pela perda de um amor, como sonham e divagam ao encontrar um amor e tudo mais. Porém não há nada sobre o quê realmente seja o amor. Digo, filosófica e cientificamente, um conceito de amor. Não como age nas pessoas, não como contrasta no estado de espírito ou como movimenta as células e os hormônios, mas, de fato, do quê se trata.
Alguns separam paixão de amor e afirmam que amor é algo como amizade, companheirismo, lealdade. Outros dizem que não pode haver amor sem paixão. A bíblia diz que o verdadeiro amor lança fora todo o medo. Mas tudo isso ainda é pouco pra criar um conceito de amor. Estou me atendo aqui ao amor romântico.
Seria o amor romântico apenas uma ilusão e tudo o que existe é na verdade uma necessidade psicológica (ainda que autêntica) de estar com alguém com quem se possa conjugar o verbo amar?
O autor Augusto Cury descreve como “psicoadaptação” a capacidade do ser humano se adaptar à todo e qualquer estímulo repetido, perdendo dessa maneira, a capacidade de se emocionar na mesma intensidade com coisas repetidas. Seria o amor romântico apenas um estímulo que sofre com o impacto da rotina e está à mercê da psicoadaptação assim como qualquer outra coisa, como violência, guerras e nossa reação diante da destruição do meio ambiente e conseqüentemente, a iminência da erradicação da nossa espécie?
Ou seria o amor um sentimento real e indestrutível que está acima da nossa capacidade terrível de nos psicoadaptarmos e é preciso apenas vivenciá-lo de maneira “correta”?
Seria o amor um sentimento imutável ou os tempos modernos e a correria do dia-a-dia, somados à quantidade esmagadora de informações as quais temos acesso atualmente, deformaram a nossa capacidade de amar da maneira como projetamos correta? Aquela que envolve o famigerado “...Até que a morte nos separe” e todo o contexto disso.
Será que a exploração, comercialização, facilitação e incentivo ao sexo confundiu nossa capacidade de amar de uma maneira plena?
O próprio Jesus (que é parâmetro pra minha vida e meus atos, a quem copio deliberadamente) não teve um envolvimento romântico o que me deixa completamente à deriva em mais plena calmaria em um oceano sem fim de dúvidas e falta de padrão.
Vou sintetizar as dúvidas pra te facilitar de opinar e contribuir pra ciência:
O amor, no sentido mais primitivo do verbo, está sujeito à psicoadaptação. De outra forma, se houver psicoadaptação é amor? ... Ou não?
Amar é uma necessidade ou uma vocação natural do ser humano? Amor, comodismo e conveniência, que de maneira filtramos e identificamos? Amor e “oco existencial”, traumas e deficiências emocionais em geral, se confundem ou se fundem fortalecendo o sentimento?
Sweet folk life

Quando fui assistir Juno, à umas quatro semanas atrás, não dava muita coisa pelo filme. Achei que fosse um filmezinho pipoca qualquer que só serviria pra afundar o brilhantismo da Ellen Page. Mas o caso é que era o único filme legendado do cinema e, cara, eu sou fã da Page desde Hard Candy e o mundo inteiro sabe disso. De qualquer maneira, foi o melhor filme que eu poderia ter assistido, têm um ritmo frenético de diálogos numa linha Gilmore Girls (que eu amo) com um romantismo meio melodrama, o filme têm um cheirinho de melancolia de inverno tão bem-humorada que não pude evitar um surto de "bonitismo desvairado" seguido de "extremus emocionalismo".
Bastou tocar a primeira música pra tudo ser “que bonitinho”, “que fofo”, “que vontade de abraçar o mundo”! Era tudo meio folk, com as letras mais bonitinhas-coisa-mais-fofa-desse-mundo. E ela fala tanto quanto eu, cara, tem noção? É tudo tão simples e colorido. Só sei que no final tinha uma louca chorando no cinema, com inveja de um certo dueto de voz e violão que estava rolando na tela e se perguntando quando esse bendito DVD vai sair na americanas em um kit com camiseta, trilha sonora e tic-tac de laranja pra eu reforçar minhas crises existenciais amorosas no conforto do chão do meu quarto, chorando em posição fetal enquanto eles cantam "(...)Don't see what anyone can see on anyone else ... but you". Pra ser patético tem que fazer direito.
Então é isso, um beijo e uma caixa de correio cheia de tic-tac’s de laranja pra todos, porque todo mundo merece.
Ps.: Uma música: Daydreamer da Adele.
Arranhei seus discos

Esperança dupla com preocupação ZERO de muitos ml's e saudade com cobertura extra de chocolate. Pode dobrar a sabedoria. Pra viagem, por favor!
I wish...
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A vida é uma filha da mãe com um senso de humor mais ácido que meu estômago. E é por isso que eu não deveria entrar em elevadores. Não foi engraçado...
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Naquele momento a força de minhas pernas tomou um táxi pro aeroporto e embarcou no primeiro vôo pra Marrakech. E eu que pensei que a ironia estava de licença, por conta da farra extrema nas festas de fim de ano. Boba eu, que fiquei petrificada, só ouvindo seus risinhos, me deixando saber que está forte, bem e trabalhando dobrado esse ano.
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Somos o que fazemos, fazemos o que somos, somos porque fazemos, fazemos porque somos?
Onde estamos, pra onde vamos? O que pensam de nós, realmente importa, de fato muda alguma coisa? Se sim, somos o que pensam de nós ou uma árdua tentativa de nos parecermos com isso? Se somos, ou queremos ser, o que esperam que sejamos e não há nada de novo pra ser, na verdade não existimos, não somos e não estamos. Portanto, não há necessidade de nos preocuparmos pra onde vamos, porque não vamos à lugar algum... Imagine as possibilidades!
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E foi raptado pelo vento, soprado fora daqueles lugares. Expelido pra fora de si, longe de seus pensamentos, está agora entorpecido, em algum lugar na estratosfera, seguro, distante de seus devaneios.
Beijo e se espirrar, saúde!
2008. Tudo novo de novo

"Tenho penado bastante
tenho sofrido pra cachorro
o ano passado eu morri
mas este ano eu não morro"
[verso de Zé Limeira]
Statement
Todos esses que aí estãoatravancando meu caminhoeles passarão...eu passarinho."Mário quintanaMarcadores: Get yourself back to the ground
Bandeiras
Preciso que você entre
aqui, leia, mastigue com seu cérebro, rumine, torne a mastigar e engula.
Merci.
Vc não vai querer ler, é muito grande.
O cara novo
- Mas, senhor, o projeto é absolutamente plausível. E se o senhor olhar com atenção vai notar que totalmente auto-explicativo também!
As asas, obviamente, são uma extensão do temperamento, da personalidade desse um.
A esse, pernas não bastariam, precisará de asas... Sob o risco de implodir caso não as tenha. Esse precisa de asas físicas para acompanhar as de sua imaginação e ir aos lugares com os quais sonha todos os dias de sua vida.
E, sim, eu sei que o coração está fora dos padrões convencionais. Entendo que seja um pouco incomum, não obstante, mantive o invólucro reforçado contra desilusões, desamores e injustiças.
... Tente compreender... Com toda compaixão e empatia que abrigará! Sabemos que um coração dentro dos parâmetros fixados nas últimas convenções não seria competente o suficiente. Pense em quantas vezes haveria de ser partido?
E bem, não queremos que seja traído por sua paixão e intensidade, isso explicaria seu olfato mais sensível. Terá faro especial. Farejará todo tipo de conspiração contra si e se manterá longe de tal. Para isso usará suas asas. E não deprimirá frente à má circunstância por causa de seu coração especial! – afirmava o arquiteto do projeto com um ar mais perspicaz que o usual.
O supervisor do projeto interrompeu o discurso antes que notasse um focinho no espécime, que deveria ser um humano:
- Entendo que seja auto-explicativo, mais não seria natural.
De fato, o mestre admirava sua tolice pueril, porém é necessário que o jovem entenda o processo natural das coisas. Então o mestre seguiu em seu discurso:
- Não acha que nunca pensei nisso? Em equipá-los com asas, corações mais resistentes e, ora essa, – nessa ele não havia pensado, mas não admitiu - faro para conspirações?!
Que queres tu que eu diga? Acaso te aprazeria me ouvir exclamar “Eureca!” por entre os corredores e para fora das janelas?
O jovem o fitava com claro desapontamento nos olhos. Sentia como se houvesse decepcionado o mestre, mas, por que razão? Estava apenas seguindo as regras de projetar com esmero e atenção, de cuidar para que em seu projeto não faltassem recursos contra as agruras da existência? O que poderia estar tão errado? Seriam as asas grandes demais?
O mestre assentara-se no chão perto de uma grande janela e parecia inspirar todo o ar e toda a luz para dentro de seus velhos pulmões. Quando se sentiu novamente de posse de sua habitual razão, proferiu palavras melódicas e notavelmente entristecidas:
- Asas para acompanhar a imaginação.
...Ora, se tu podes voar que serventia tem o ato de imaginar? Matastes os sonhos através de asas, uma grande ironia, devo admitir.
Um coração que suporte as dores agonizantes das desilusões. Pois, se não sente dores de desilusões e não tens imaginação, em que diferes tu dos quadrúpedes?
Se não te diferes deles, que bem haverás de fazer a não ser a ti próprio?
Faro para conspirações. Faro para conspirações?!
Não podes imaginar, sonhar, sofrer e não és capaz de qualquer bonomia. De que te serve um faro? De qualquer forma, viverás fugindo, logrando e partindo como qualquer parasita que dentro de pouco tempo haverá de ser abatido.
Se queres algo como isso, deves encontrar um outro nome para sua espécie, isso não é nada que se chame humano.
Depois de seu discurso e suas conclusões, saiu e deixou a sala livre para que o jovem tivesse espaço suficiente para suas reflexões:
- Primeiro nos dizem que é um espaço onde mentes criativas e circunspetas trabalham em favor de um propósito de extraordinária grandeza, que é o melhor emprego de todos. Daí, você tem uma idéia e Pow! Cria uma nova espécie de parasita nômade, naturalmente paradoxal e terrivelmente desenvolvido.
...Algo me diz que Hitler surgiu dessa mesma sala, talvez no projeto original como um homem obstinado, patriota, persuasivo e, muito provavelmente, com um coração parecido com o que eu mesmo projetei... Que não sente.
Com os humanos é sempre assim, não importa que você os crie com a melhor das intenções, que os presenteie com os mais revolucionários dons, eles sempre surpreenderão você usando tudo o que tem da forma como lhes der na telha... Ou pior, talvez nem usem, talvez desistam de si próprios antes mesmo de desvendar seu grande potencial.
É melhor que eu vá cuidar do clima, afinal, que tipo de caos absurdo eu seria capaz de causar nesse departamento? Impossível!
Na verdade, tenho até umas idéias muito boas... Nunca gostei muito de todo aquele gelo, é branco demais. Quero dizer, porque dois Pólos inteiros, d-o-i-s, com a mesma cor? Sem mencionar aquela camada de Ozônio, se não devemos fazer discriminação entre raças terrenas, não entendo o porquê da discriminação contra as maravilhas interplanetárias. Começo a achar essa camada de ozônio muito inconveniente, um apartheide terrestre contra o resto do universo.
Sempre gostei da cor violeta... Acho que precisamos de mais raios Violetas por aqui.
Na verdade, com todo esse branco, acho que precisamos mesmo é de Raios Ultravioletas, porque, só uma dose Ultra daria conta de colorir as coisas por aqueles Pólos insossos.
E, porque cargas d’água, esse planeta é tão esférico? Temos que renovar, redescobrir.
Acho que dá pra consertar isso, um tornado aqui, um tremor de terra ali, umas ondinhas mais selvagens acolá e tudo vai ficar ótimo!”
E foi dessa forma genial que ele deixou a sala. Cheio de idéias ponderáveis, ansioso pra pôr a mão na massa e fazer melhorias. Mas não sem antes apagar a luz, é claro.Marcadores: Crônicas Pretensiosas